Primavera 89 - FERNANDO CALÓ

FERNANDO CALÓ nasceu a 29 de maio de 1939, em Setúbal.fernando calo
A mãe de Fernando Duarte da Silva Pereira Caló – seu nome completo –, teve de encarregar-se da educação e do sustento do filho. O marido deixara-a sozinha e só muito ocasionalmente se encontrou com o filho. Devido ao trabalho da mãe, o jovem Fernando alternou sua residência, ora em Lisboa ora no Tojal, hospedado pelas suas tias Antónia, Laura e Margarida. Em consequência, os primeiros anos foram marcados pela instabilidade.
Mais tarde, ingressou no colégio dos Salesianos, no Estoril. Aí completou a instrução primária. Fervoroso adepto do Sporting, amava jogar à bola e era um corredor nato. Mais importante, contudo, foi seu crescimento de fé e na prática da caridade. Para ele, todas as ocasiões eram boas para exercer o mandamento de Jesus: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Merecedor da confiança dos formadores, sempre se mostrou atento aos companheiros, apaziguando rixas, ajudando os mais desfavorecidos, aconselhando uns e reencaminhando outros. Sua preocupação era a salvação das suas almas. Era apreciado e respeitado por todos.
Já em 1950, iniciou o curso industrial de tipografia, nas Oficinas de São José – atuais instalações dos salesianos em Lisboa. Fernando prosseguiu a desenvolver a sua maturidade cristã, ao ponto de lhe nascer o desejo da vocação sacerdotal. Não se esquivava a assumir responsabilidades. Foi dirigente das Companhias da Juventude Salesiana, encarregado da revista “Juvenil” e do jornal o “Social”, secretário da Juventude Operária Cristã, entre outras…
À semelhança de São Domingos Sávio, jovem santo salesiano do séc. XIX, Fernando revelou inúmeras virtudes próprias de santidade. Na liderança transmitia energia, na relação mostrava-se honesto e alegre, no testemunho de fé um exemplo, comprometido na justiça e na verdade, respeitoso dos deveres, com todos exercia a bondade e transpirava a confiança em Deus. Suas cartas e diário comprovam a sua maturidade espiritual e o seu verdadeiro desejo: ser santo e feliz.
A 22 de abril de 1956, enquanto jogava futebol, um agressivo choque com outro jogador levou-o a um embate violento contra uma coluna da arcada das Oficinas, que ladeava o campo. Em consequência desse acidente, o jovem Fernando não recuperou, vindo a falecer, a 26 de junho de 1956, com apenas 17 anos.

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